sábado, setembro 03, 2011

Essa noticia já é velha, mais alguns veiculos de comunicação "esqueceram" de divulgar.Ministério das Cidades oferece mesada em troca de apoio



Depois dos escândalos que derrubaram os ministros dos Transportes e da Agricultura, o radar do Palácio do Planalto está apontado desde a semana passada para o gabinete do ministro Mário Negromonte (PP), das Cidades. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado traz informações levadas à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, por um grupo de parlamentares do PP. Em guerra aberta com uma parte da legenda pelo controle do partido, Negromonte estaria transformando o ministério num apêndice partidário e usando seu gabinete para tentar cooptar apoio. Segundo relatos dos deputados que foram convocados para reuniões na pasta, a ofertas em troca de apoio incluem uma mesada de 30.000 reais para quem aderir.

O PP é o terceiro maior partido da base aliada, com 41 deputados e cinco senadores. Controla há anos o Ministério da Cidade, que dispõe de um orçamento de 22 bilhões de reais e programas de forte apelo eleitoral em todos os cantos do país. Na formação do governo Dilma, Negromonte foi indicado mais por suas relações com o PT da Bahia do que pelo trânsito junto aos colegas. Uma parcela do PP queria manter Márcio Fortes, ministro por mais de cinco anos no governo Lula. Há duas semanas, o grupo ligado ao ex-ministro conseguiu destituir da liderança do partido o deputado Nelson Meurer, aliado de Negromonte. Colocou no lugar dele Aguinaldo Ribeiro, aliado de Márcio Fortes.

Ao perceber o poder se esvaindo, Negromonte contra-atacou montando um bunker numa sala anexa ao seu gabinete, onde quatro aliados de sua inteira confiança – os deputados João Pizzolatti, Nelson Meurer, José Otávio Germano e Luiz Fernando Faria – tentam persuadir os deputados a se alinhar novamente com o ministro. Apenas na última terça-feira, doze parlamentares estiveram no ministério. Sob a condição do anonimato, três deles revelaram que ouviram a proposta da mesada de 30.000 reais.

Confrontado, o ministro atribui tudo a um jogo de intrigas e aponta o rival Márcio Fortes como responsável: “Sei que há boatos de que pessoas vieram aqui para fazer isso e aquilo, da mesma forma que o pessoal estava dizendo que o Márcio Fortes foi lá na liderança fazer promessa, comprometer-se na tentativa de arranjar assinatura. Não me cabe ficar comentando boato”. Fortes, por sua vez, rebate de maneira lacônica: “No dia 31 de dezembro, deixei o cargo de ministro e me afastei das atividades partidárias”.

A compra de votos não de parlamentares não é algo novo na história do PP, um dos protagonistas do escândalo do mensalão – que, aliás, envolvia pagamento de mesada. Na ocasião, líderes da legenda receberam 4,1 milhões de reais em propina e quatro integrantes do partido estão denunciados no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal.

O Ministério das Relações Institucionais confirma ter recebido as denúncias e está acompanhando a guerrilha do PP com muita atenção. A presidente Dilma Rousseff também já foi informada do problema.

fonte: revista veja

E ainda tem mais, com informações de rafael rodrigues,O ministro Mário Negromonte (PP) creditou as denúncias de que pagaria R$ 30 mil a cada deputado de seu partido que migrar para seu grupo político, publicada na revista Veja desta semana, aos parlamentares pepistas aliados ao antigo ministro titular da pasta, Márcio Fortes. Em entrevista ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, Negromonte explicou que a briga política começou com a insatisfação de seu antecessor, “que gostaria de ter ficado no cargo”, e deu apoio à rebelião na bancada do PP na Câmara que culminou na troca do líder do partido, o deputado Nelson Meurer (PR), ligado a Negromonte, para Agnaldo Ribeiro (PB), do grupo de Fortes. Segundo o ministro, a revista usou como fonte os congressistas revoltosos: “Fica um falando da vida do outro. Vai terminar em sangue e isso é muito ruim”, reclamou. Ele frisa que a matéria não apresenta provas das acusações, apenas “ilações e brigas entre grupos”. “Parece que existe uma campanha de algumas revistas querendo tirar ministros (...), então é melhor atingir um ministro que um deputado, ainda mais nordestino”, afirmou. E completou: “Sou um sujeito que contraria muitos interesses”. O pepista negou haver indisposição da presidente Dilma Rousseff (PT) com sua permanência no Ministério das Cidades. “Se ela desejasse que eu não ficasse, ela viria e dizia. Quem conhece a personalidade dela, uma pessoa muito dura e muito justa, cabe que ela diria ‘eu não quero você”, ponderou

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