terça-feira, novembro 08, 2011

ARTIGO- CHORROCHOENSE E EX-ALUNO DO COLEGIO CENECISTA SÃO JOSÉ, ENVIA ARTIGO PARA O BLOG CHORROCHOEMFOCO

Walter Araújo Costa*

Começo com um lembrete dirigido principalmente aos jovens de Chorrochó: o Colégio Cenecista São José foi criado em 1963, em razão do esforço e pioneirismo de Dorotheu Pacheco de Menezes. Parece uma data distante, sem importância, mas não é. Seu primeiro diretor, Dr. Antonio Pacheco de Menezes Filho, ilustríssimo e culto, está aí e pode contar a história, se lhe for perguntado. Antes, Ginásio Oliveira Brito, o Colégio passou a chamar-se cenecista, porque pertencia à mantenedora CNEC-Campanha Nacional de Escolas da Comunidade, uma instituição idealista fundada em 1943 em Recife, com o objetivo de levar o ensino aos pequenos municípios brasileiros, onde a escola pública não se fazia presente.

Mudou o tempo, o Colégio hoje é estadual, mas a tradição ficou, assim como ficaram a história e o resultado de anos de ensino que beneficiou diversas gerações de Chorrochó e circunvizinhanças.



Entretanto, parece que a sociedade chorrochoense e os líderes que a representam estão deixando de lado a preservação de sua memória e de suas tradições. É bom lembrar que a cultura de um povo sustenta-se nas lutas dos antepassados e, depois, na capacidade que as pessoas do presente têm no sentido de respeitar sua história, sedimentando-a e tornando evidente diante das gerações futuras.

O estado de abandono em que se encontram as antigas instalações do Colégio São José é deplorável e injustificável sob quaisquer aspectos. Se não compensa preservá-las do ponto de vista econômico, pelo menos historicamente, deve compensar. É preciso que autoridades e população de Chorrochó priorizem a atenção aos seus valores culturais. O imóvel que abrigou uma instituição de ensino do porte do Colégio Cenecista São José não pode ser considerado um invólucro de onde se tirou o conteúdo, abandonando-o em seguida aos efeitos do tempo que o corrói e desmorona. A parte física da construção é passível de desmoronamento, mas a vontade política de quem tem o dever de preservá-la não deve desmoronar.



A idéia da campanha em benefício da restauração do Colégio lançada pelo Blog Chorrochó em Foco é plausível. A este movimento se devem juntar comunidade, ex-alunos e líderes municipais.
Pessoas respeitáveis, que fizeram a história do Colégio, devem ser consultadas para fornecerem subsídios culturais com vista à restauração: Dr. Antonio Pacheco de Menezes Filho, Drª Maria Joselita de Menezes, Drª Maria Nicanor de Menezes Veras, Drª Maria Ita de Menezes, Maria Therezinha de Menezes, Neusa Maria Rios Menezes de Menezes, Maria do Socorro Menezes Ribeiro, Walmir Prudente de Menezes e demais que construíram, no início, o idealismo do São José. A sugestão é extensiva ao Dr. Francisco Afonso de Menezes, um ícone quando se trata de assunto que envolve a cultura de Chorrochó. Mas ninguém deve ser excluído dessa luta. Somar, sempre.

A cultura é patrimônio de todo o povo, não é devaneio de poucos. Todavia, Chorrochó vai-se esvaindo diante da apatia e do descaso. Isto é ruim para o município e péssimo para história. A campanha pela restauração do Colégio é nobre. É preciso apoiá-la.

fonte:* Walter Araújo Costa, advogado e escritor, é ex-aluno do Colégio Cenecista São José.
e-mail: araujo-costa@uol.com.br
Fotos, redação chorrochoemfoco

2 comentários:

Anônimo disse...

Acredito que vocês não sabem. Mas, o local onde está o prédio do antigo Colégio Cenecista(hoje Colégio Estadual São José), é de propriedade particular.
O Proprietário(que vocês conhecem muito bem) ainda não quis construir nada no local.

Adeilson Souza disse...

Sou ex-aluno do Colégio Cenecista São José, estive em Chorrochó no mês de junho e com muita tristeza presenciei o estado deplorável do colégio. É muito triste essa situação. O tempo está corroendo a memória de um marco muito importante de nossas vidas. Vamos lutar!