quinta-feira, dezembro 01, 2011

GOVERNO ANUNCIA REDUÇÃO DE IMPOSTOS NO TRIGO, ALGUNS ELETRODOMESTICOS E NO IMPOSTOS DE FINANCIMENTO DE VEICULOS.



O governo brasileiro anunciou nesta quinta-feira (1º) um pacote de medidas para estimular o crescimento da economia diante do cenário de crise financeira internacional. São cortes em impostos que vão mexer no preço de vários produtos e tornar o crédito mais barato.

Há seis meses, o analista administrativo Carlos Roberto Rocha planeja trocar o carro. Guardou o que pôde e acha que agora é o momento. “Com essa notícia, resolvi agilizar. Antes que mude”, diz.

Em uma concessionária, no financiamento de R$ 25 mil, o consumidor pagava R$ 750 de IOF. Com a diminuição do tributo anunciada nesta quinta-feira (1º) de 3% para 2,5% ao ano, o IOF será de R$ 625. Uma economia de R$ 125. “É quase um tanque de combustível, é uma diferença boa”, compara Carlos.

A redução do IOF atinge outros financiamentos para o consumidor, como o crédito consignado. O gerente de vendas Antônio Cordeiro de Souza está animado.

“Final de ano, a gente precisa de notícias boas. E tudo que vier a reduzir preço, prestação, imposto pago, tudo isso é bem vindo”, comemora.

Os investimentos estrangeiros ficaram livres do IOF sobre aplicações no mercado de ações e sobre as ações de infraestrutura de longo prazo. O governo também anunciou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os novos percentuais valem até março de 2012 para geladeiras e lavadoras de roupa.

Não vão ser cobrados PIS e Cofins sobre a venda de farinha de trigo e pãozinho até o fim do ano que vem. E nem sobre a venda de massas até junho de 2012. O governo quer ainda incentivar as exportações - anunciou que vai devolver 3% sobre o valor de venda lá fora de 8,5 mil produtos manufaturados.

No programa Minha Casa Minha Vida, imóveis de até R$ 85 mil passam a fazer parte do regime especial de tributação, com alíquota de 1%. Até agora, o valor máximo era de R$ 75 mil. O governo deixará de arrecadar, ao ano, R$ 2,6 bilhões.

Essas medidas vão incentivar o consumo e aquecer a economia. Com a indústria trabalhando mais, a expectativa é de novas contratações. O governo está de olho na crise econômica internacional, que tem mostrado que é duradoura e vem provocando um quadro de baixo crescimento mundial. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que, com a inflação sob controle, o Brasil vai crescer mais em 2012.

“Nós estamos tomando medidas que vão manter a economia brasileira funcionando bem, crescendo a taxas muito superiores às taxas da maioria dos países. Esse ano, tivemos alguma desaceleração e, agora, estamos dando uma aquecida na economia. De modo que possamos entrar em 2012 com a economia acelerando. Vamos ter um 2012 com crescimento alto: 4,5%, 5%, mesmo com a crise internacional”, declarou o ministro.

fonte: jornal nacional

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