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quarta-feira, outubro 05, 2016

BOAS PRÁTICAS PARA A CRIAÇÃO DE CAPRINOS E OVINOS NO SEMIÁRIDO NORDESTINO.


O trecho integra uma das produções de jovens da Associação Cultural Raízes Nordestinas (ACRANE), de Poço Redondo, Semiárido de Sergipe. Intitulada A Cabra e o consórcio do bode, a poesia trata de como a criação de animais, com foco nos caprinos, faz parte da identidade sertaneja.

Característica da Caatinga, a criação de caprinos e ovinos é uma alternativa de geração de renda e de alimentação para famílias rurais do Semiárido. Essa região, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concentra o maior número desses animais no país, correspondendo a 93% e 58% dos rebanhos nacionais, respectivamente.

Seja para consumo – da carne ao leite, passando por seus derivados, como o queijo – ou para a comercialização – caprinos e ovinos demandam cuidados com alimentação, saúde e higiene. No Semiárido do Nordeste brasileiro, a Caatinga é a base alimentar dos rebanhos.

O agricultor Valdson Pereira da Silva, do Semiárido de Sergipe, adota boas práticas para manter a criação de pequenos animais em sua propriedade. Foto: Programa Semear/ Manuela Cavadas

Mas, segundo a publicação Manejo Pastoril Sustentável da Caatinga, de João Ambrósio de Araújo Filho, em função do baixo valor nutritivo da forragem disponível no bioma em períodos de estiagem, é necessário o emprego de técnicas de manejo da vegetação. rês recomendações ajudam a garantir a sustentabilidade das tecnologias de manipulação da Caatinga.

São elas: preservação de até 400 árvores por hectare, ou o equivalente a 40% de cobertura arbórea; utilização máxima de 60% da forragem disponível e a preservação da mata ciliar em toda a malha de drenagem da pastagem.

Manejo da Caatinga

Rebaixamento – O rebaixamento é a alternativa de manejo mais adequada para diferentes tipos de vegetação no Semiárido. Ela consiste em cortar a uma altura em torno de 70 cm espécies arbóreas forrageiras (jurema-preta, sabiá, mororó), que possuem folhagem fora do alcance do animal. Esta medida favorece os caprinos, uma vez que eles preferem plantas de folha larga.
Raleamento – Diminuição do número de árvores por hectare, reduzindo a densidade de espécies de baixo valor forrageiro e madeireiro (ex: marmeleiro, malva-branca). Com a diminuição do número de árvores em áreas onde há banco de sementes de espécies herbáceas, há aumento na disponibilidade destas para uso na alimentação animal. Como os ovinos têm maior preferência por vegetação herbácea, a prática beneficia mais essa espécie.
Raleamento e rebaixamento– Combinação dos dois métodos citados acima.

Enriquecimento – Consiste em adicionar outras espécies, principalmente herbáceas, à vegetação já existente em uma caatinga raleada.

O agricultor Valdson Pereira da Silva, do Semiárido de Sergipe, adota boas práticas para manter a criação de pequenos animais em sua propriedade. Foto: Programa Semear/ Manuela Cavadas

Alimentação animal

Ensilagem – Para colocá-la em prática, recomenda-se cortar a forragem quando as plantas estiverem no início da floração e triturá-la numa máquina forrageira. Em seguida, coloque a forragem já triturada, em camadas, no silo (uma espécie de depósito), expulsando todo o ar. Dica: impedir a entrada de ar é fundamental para que a fermentação seja bem feita.Em seguida, o silo deve ser coberto com uma lona de plástico. Esse processo é de custo reduzido, simples e, quando feito de maneira correta, mantém o valor nutritivo das plantas. Para a ensilagem podem ser utilizadas plantas como o capim-elefante, a cana de açúcar e o sorgo, entre outras.
Fenação – Prática de secar, enfardar e guardar as plantas forrageiras. Para a produção do feno, um dos caminhos é: corta-se a forragem quando estiver no início da floração para, em seguida, secá-la em local ensolarado. Na secagem sugere-se revirar a forragem duas vezes num período de um a dois dias. Importante: não deixe o feno secar demais. Guarde os fardos em local coberto. Podem ser utilizadas plantas como orelha-de-onça, capim-mimoso, sorgo e jitirana, entre outras.

http://www.avozdocampo.com

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