
CHORROCHÓ
Município brasileiro do estado da Bahia
localizado em pleno sertão nordestino.
° HISTÓRICO (Resumo)
Até 1650 o município de Chorrochó era habitado por
índios da nação “procás” localizada no “sertão dos Rodelas”. Esta região ficava
na capitania de Pernambuco até 1725, quando o Rio São Francisco passou a ser a
fronteira entre as províncias da Bahia e Pernambuco.
A cidade teve a sua origem de uma
fazenda pertencente aos condôminos Capitão Francisco Alves de Carvalho, José de
Sá Araújo e Antonio de Sá Araújo que moravam em Pernambuco.
Era uma fazenda muito próspera com
extensas várzeas e campos apropriados para a criação de caprinos e bovinos.
No ano de 1842, os missionários que por
aqui passaram encontraram oito casebres de “taipa”, cobertos de palha cujos
moradores agregados e escravos da família Pires de Carvalho, exploravam a
criação de caprinos e bovinos, cultivavam o solo com agricultura de
subsistência e trabalhavam na indumentária de vaqueiro e outros produtos de
couro.
Com o passar dos anos a fazenda foi se
desdobrando em lotes menores vendidos ou passados por herança aos descendentes
dos proprietários.
Esta fazenda se estendia pelas duas
margens do riacho Grande e casa da fazenda ficava na margem direita do riacho.
Depois é que atravessaram as águas e construíram as primeiras casas dando
origem ao povoado Xorroxó.
O nome é de origem indígena. Os índios
rodeleiros que habitavam os sertões baianos ficavam impressionados com a
impetuosidade das águas barrentas do Riacho Grande e ficavam repetindo o
barulho das águas rolando nas pedras. O nome é de origem tupi, corrupção de
choró = impetuoso, que repetido forma o superlativo mais ou muito impetuoso. O nome original era
escrito com X – Xorrochó, depois mudou a grafia para Chorrochó.
Uma neta de José de Sá Araújo, Ana Clara
do Amor Divino, herdeira da fazenda, casou-se com o imigrante sergipano José Joaquim Pacheco de Sousa Menezes, vieram
morar na fazenda e tornaram-se fundadores de Chorrochó.
Ana Clara era neta, pelo lado materno,
do procurador da Casa da Torre, Jerônimo Pires de Carvalho.
Em 1877, Chorrochó já possuía uma
movimentada feira semanal, mas o seu desenvolvimento se desencadeou com a
chegada de Antonio Conselheiro que construiu a Igreja de Nosso Senhor do
Bonfim, concluída em 1885.
° EVOLUÇÃO POLÍTICA.
-
A elevação do reduto a categoria de Vila, provém do ato de 20 de setembro de
1891.
-
Elevado a Distrito Policial a 6 de dezembro de 1906 pelo decreto nº. 429.
-
Primeira Emancipação Política a 22 de agosto de 1919 pela Lei nº. 1.371, através
de Francisco Pacheco de Menezes.
- Emancipação Política Definitiva em 12
de setembro de 1954 através da Lei nº. 510, graças à luta de Dorotheu Pacheco
de Menezes, na época, vereador na Câmara Municipal de Curaçá representando o
distrito de Chorrochó.
- O primeiro Gestor foi Elói Pacheco de
Menezes e o primeiro prefeito eleito pelo povo, Aureliano da Costa Andrade.
- Em 21 de Outubro de 1967 foi instalada a
Comarca de Chorrochó, na gestão do então prefeito Dorotheu Pacheco de Menezes.
º TURISMO.
Chorrochó tem como atrativo turístico a bela Igreja do Senhor do Bonfim,
construída por Antonio Conselheiro, a praia de Jatubarana no Rio São Francisco,
a fazenda Fabrício tombada como Patrimônio Histórico e as apresentações
folclóricas: Rodas de São Gonçalo, aqui
introduzida por Felipe Néri, Quadrilhas juninas, Reisados e Pastoris.
°ECONOMIA.
O clima semi-árido do território provoca grande instabilidade na vida
financeira das famílias do sertão baiano.O mercado caracteriza-se por
monopólios tradicionais de compra e venda de mercadorias que mantém os
agricultores em permanente endividamento e subordinação aos agentes econômicos
que controlam as principais organizações
locais e que geram um amplo circuito financeiro informal, principalmente os
comerciantes.
A economia baseia-se na criação de
caprinos e na agricultura de subsistência que sempre foi a base da superação
que marcava as relações entre o sertanejo e a natureza.
A atividade industrial baseia-se na
produção artesanal. Resume-se na refinação do mel de abelhas, aproveitamento da
cana-de-açúcar para a produção da raspadura e a mandioca para a fabricação da
farinha.
Atualmente foi implantada uma fábrica de
doces no povoado de São José para o aproveitamento das frutas regionais.
Vale ressaltar a fabricação de tijolos.
Tudo feito de forma artesanal, como era antigamente.
É importante destacar como principal
fonte de emprego os serviços públicos do Estado e da Prefeitura Municipal, além
do comércio, destacando-se bares, mercadinhos e lanchonetes
° PRINCIPAIS EVENTOS:
-
Festa do Padroeiro Senhor do Bonfim: Janeiro
-
Festas Juninas: Junho
-
Festa do Vaqueiro: Julho.
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Aniversário da Cidade: Setembro
-
Festas de Formatura: Dezembro.
° ANIVERSÁRIO: 12 de
Setembro
° GENTÍLICO: Chorrochoense.
° VARIAÇÃO TOPONÍMICA: Xorroxó.
° HINO DE CHORROCHÓ
Letra: Francisco Afonso de Menezes
Melodia:
Uberlan Miranda
Na terra Conselheira outrora
Construiu grande templo com amor
Para que este povo sofrido
Elevasse preces com fervor.
Chorrochó és amada e querida
Por teus filhos que cantam a glória
Dos vultos que aqui passaram
E
marcaram seu nome na história.
Ao redor da majestosa Igreja
Aventureiros vieram habitar
Compondo os teus com certeza
Que tua história estão a cantar.
O
teu nome os índios formaram
Da água do Riacho impetuosa
Que forte vai para o rio
Com os sonhos da terra saudosa.
Longe que um teu filho esteja
Não esquece a vida em teu seio
Uma bela fase da história
Que não se desfaz não há meio.
Caatingas ralas e o sol escaldante
Estão presentes no teu viver
As secas que te acontecem
Não nos fazem esmorecer.
Senhor do Bonfim e da vida
Caminho da história verdadeira
A
cidade há de sempre triunfar
Proclamando vitórias altaneiras.
° BANDEIRA DE CHORROCHÓ.

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° GEOGRAFIA.
Área: __________________ 2.647,887 km²
População: _____________ 10.952 hab.
(2006) Atualizar.
Densidade Demográfica: __ 4.0 hab/km²
Altitude: ________________ 518
m
Longitude: ______________ 39° 06’ W
Temperatura média anual: __ 25° C
Clima: ___________________ Semi-árido.
Vegetação: Caatinga e Tabuleiro.
LIMITES.
Norte: Estado de Pernambuco e Abaré.
Sul:
Uauá e Canudos.
Leste: Rodelas e Macururé.
Oeste: Curaçá.
POVOADOS: Barra do Tarrachil
São José
Caraíbas
Várzea da Ema.
DISTÂNCIA DA CAPITAL: 500 km .
RODOVIAS DE ACESSO: BR 116
ACIDENTES GEOGRÁFICOS.
- Rio São Francisco
- Riacho Grande
- Riacho da Várzea
- Serra dos Cágados. Onde nasce o Rio
Macururé (Riacho Grande).
° PRIMEIRAS CASAS DE CHORROCHÓ

Toda cidade tem uma história, que se
inicia com a sua fundação e evolui através do tempo. Há muitas formas de
contála. Ela está presente na cultura de seu povo, nos ciclos de seu
desenvolvimento econômico e social, nas obras ilustres, e também nas
edificações, memória visual da evolução urbana.
Cada geração dá uma interpretação
diferente ao passado e dele extrai novas idéias. Se não tomarmos alguma
providência um dos patrimônios históricos mais importantes de Chorrochó vai
deixar de Existir: A casas da Rua de Baixo.
Enquanto historiadores de outros lugares
se interessam pelo nosso patrimônio, a ponto de pesquisar o porquê dos detalhes
arquitetônicos dessas casas, nós filhos da terra, nada fazemos para
conservá-los.
O patrimônio Histórico Arquitetônico de
Chorrochó não é muito em termos materiais, mas é rico em valor histórico.
O único patrimônio histórico tombado
pelo Estado é a Fazenda Fabrício. A Igreja, as casas da Rua de Baixo e o
Cruzeiro não são tombadas nem como Patrimônio Histórico Municipal. Se não
tomarmos alguma providência estes patrimônios serão conhecidos apenas por
fotografia.
O Patrimônio é a nossa herança do
passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações futuras.
* O Primeiro Professor: Evaristo
Cardoso Varjão.
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O Primeiro Vereador pelo Distrito: Dorotheu Pacheco.
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O primeiro Rádio foi o de Antonio Pacheco, a noite o
povo se reunia para ouvir as notícias da Hora do Brasil.
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A primeira Vitrola : Joviniano Cordeiro de Menezes
·
Primeiro Carro foi de Antonio Pacheco, uma Fubica ano
1929.
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A primeira Radiola Elétrica foi a de Dorotheu Pacheco,
os principais cantores eram Teixeirinha e
Vicente Celestino.
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O Primeiro Prefeito: Aureliano da Costa Andrade.
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A primeira Televisão foi de Laudemiro Batista Veras.
Fonte: professora e historiadora, Neusa Maria Rios Menezes.










