Os ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF) ouvirão nesta quinta-feira (9) os advogados de
mais cinco réus do processo do mensalão.
Falarão os
defensores do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; do
ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE); do deputado federal Pedro Henry (PP-MT); do
ex-assessor parlamentar do PP João Cláudio Genú; e de Enivaldo Quadrado,
acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de lavar o dinheiro de
empréstimos fictícios e de dinheiro público desviado.
Cada advogado terá
uma hora para a defesa de seu cliente. A sessão desta quinta será a sexta do
julgamento do processo, a quarta consecutiva para as as sustentações orais dos
defensores.
Advogados de 15
réus já apresentaram seus argumentos. Ainda falta a defesa de 23 acusados do
esquema que, segundo a Procuradoria, consistiu na compra de votos no Congresso
Nacional em benefício do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ex-diretor
do BB
De acordo com a Procuradoria, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil recebeu R$ 336 mil do valerioduto, além de autorizar antecipação do recebimento de R$ 73,85 milhões do fundo Visanet para a DNA, a agência de Valério que tinha contrato de publicidade com o banco, sem a comprovação de que os serviços foram prestados.
De acordo com a Procuradoria, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil recebeu R$ 336 mil do valerioduto, além de autorizar antecipação do recebimento de R$ 73,85 milhões do fundo Visanet para a DNA, a agência de Valério que tinha contrato de publicidade com o banco, sem a comprovação de que os serviços foram prestados.
A defesa negou o
recebimento de dinheiro. Disse apenas que Pizzolato recebeu um envelope lacrado
com documentos que seriam encaminhados ao PT.
Ligados
ao PP
No sexto dia de julgamento, também sobem à tribuna os advogados de dois políticos do Partido Progressista (PP). Presidente do partido à época em que teria ocorrido o mensalão, Pedro Corrêa (PE) foi acusado pela Procuradoria de participar das negociações que teriam destinado R$ 2,9 milhões do valerioduto para os cofres do PP. Corrêa foi um dos três deputados cassados pela Câmara por conta do escândalo.
No sexto dia de julgamento, também sobem à tribuna os advogados de dois políticos do Partido Progressista (PP). Presidente do partido à época em que teria ocorrido o mensalão, Pedro Corrêa (PE) foi acusado pela Procuradoria de participar das negociações que teriam destinado R$ 2,9 milhões do valerioduto para os cofres do PP. Corrêa foi um dos três deputados cassados pela Câmara por conta do escândalo.
Segundo a
denúncia, Corrêa teria utilizado um assessor do ex-deputado José Janene
(PP-PR), que morreu em 2010, para sacar dinheiro no Banco Rural. Em suas
alegações finais, o ex-dirigente progressista alegou que o PP já integrava a
base do governo Lula e que a suposta compra de votos não fazia sentido.
Outro integrante
do PP que tentará convencer os onze ministros do STF de que é inocente das
acusações de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro é o
deputado Pedro Henry (MT).
Na visão do
procurador-geral da República, Henry teria participado de negociações que
resultaram no repasse de dinheiro da corretora Bônus Banval, que supostamente
lavava o dinheiro do esquema, para os cofres do PP. O parlamentar era líder do
partido na Câmara entre 2003 e 2004, quando os desvios teriam acontecido
Os defensores de
Henry argumentam que ele não recebeu dinheiro do mensalão, nem sequer
participou de reuniões sobre o assunto.
A denúncia também
acusa o ex-assessor parlamentar do PP João Cláudio Genú de ter sacado em
espécie R$ 1,1 milhão do valerioduto para repassá-lo para o PP. Na época, ele
era assessor de Janene. Sua defesa deve afirmar que ele apenas seguiu ordens de
José Janene, seu superior, e que ele não sabia que estava cometendo algum tipo
de crime.
Lavagem de
dinheiro
Enivaldo Quadrado, sócio na corretora Bônus Banval, é acusado de repassar milhares de reais do valerioduto para os políticos do PP e usar a empresa para lavagem de dinheiro. Em dezembro de 2008, ele foi preso no Aeroporto de Cumbica por estar com 361 mil euros na cueca, fato que é objeto de processo em Guarulhos.
Enivaldo Quadrado, sócio na corretora Bônus Banval, é acusado de repassar milhares de reais do valerioduto para os políticos do PP e usar a empresa para lavagem de dinheiro. Em dezembro de 2008, ele foi preso no Aeroporto de Cumbica por estar com 361 mil euros na cueca, fato que é objeto de processo em Guarulhos.
Seus advogados
afirmaram, nas alegações finais entregues ao Supremo, que os saques foram
feitos a pedido de Valério e que desconhecia a origem ilícita dos recursos.
Quadrado é acusado de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
O
julgamento
O julgamento do mensalão começou na última quinta-feira (2) com a leitura do resumo da ação penal feita pelo relator Joaquim Barbosa, que apresentou o nome dos réus e explicou a quais crimes eles respondem. Na sexta-feira (3), Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do processo e apontou o ex-ministro José Dirceu como líder do grupo criminoso.
O julgamento do mensalão começou na última quinta-feira (2) com a leitura do resumo da ação penal feita pelo relator Joaquim Barbosa, que apresentou o nome dos réus e explicou a quais crimes eles respondem. Na sexta-feira (3), Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do processo e apontou o ex-ministro José Dirceu como líder do grupo criminoso.
Nesta segunda (6),
os
advogados de Dirceu e José Genoino negaram a existência do mensalão. A
defesa de Delúbio Soares e Marcos Valério, no entanto, confirmou a existência
de caixa dois - uso de recursos não declarados - após a campanha presidencial
de 2002.
Os advogados de
quatro réus do processo do mensalão ligados a Marcos Valério afirmaram na terça
(7) que seus clientes desconheciam
a prática de atividades ilícitas e negaram ter conhecimento sobre o suposto
esquema. Além dos quatro ligados a Valério, falou ainda o ex-ministro José
Carlos Dias, advogado da ex-presidente e atual acionista do Banco Rural Kátia
Rabello. Dias negou que o banco fizesse empréstimos fictícios ao grupo de
Valério.
Advogados de três
ex-dirigentes do Banco Rural afirmaram, nesta quarta-feira (8), que seus
clientes não tiveram participação nas irregularidades apontadas pela denúncia.
A defesa de João Paulo Cunha (PT-SP) confirmou que o parlamentar recebeu
dinheiro do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, mas negou desvio de recursos
públicos. A defesa de Luiz Gushiken disse que seu cliente é inocente e que não
há provas de sua participação no esquema do mensalão.

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