Luciana Pölönen, professora brasileira de 26 anos, dá aulas há três na
Finlândia, país considerado, segundo diversos rankings - como o PISA (Programa
Internacional de Avaliação de Alunos), o primeiro lugar em educação no Mundo. É
formada em letras pela UFBA. Sua experiência no país europeu pode, em muito,
contribuir para esclarecer pontos falhos na educação brasileira, cuja
necessidade de reforma é substancial e emergencial. Recentemente, o Brasil
ocupou o penúltimo lugar em um ranking de educação envolvendo 40 países.
Segundo Luciana, "Eu me sinto
como uma rainha ensinando aqui. Ser professor na Finlândia é ser respeitado
diariamente, tanto quanto
qualquer outro profissional! Aqui na
Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade. No Brasil
só dei aulas em cursos, mas estudei em escola pública, sei como é. Sofriabullying,
apanhava porque falava o que via de errado e os professores não tinham o
respeito dos pais". Para a mesma, segundo afirmado ao G1, o destaque do sistema consiste no treinamento e
na liberdade concedidos aos professores. Ainda que haja metas a serem
cumpridas, com prazos estabelecidos, o modo de execução é de escolha do
professor responsável.
Segundo ela, dá-se destaque ao cultivo da
honestidade e da cooperação entre professores, comunidade, alunos e governo,
prezando pelo respeito. Os alunos "aprendem o respeito desde pequenos, a
honestidade vem em primeiro lugar. As pessoas acreditam umas nas outras e não é
necessário mentir. Um professor quando adoece pode se ausentar até três dias.
Funciona muito bem."
Quanto à violência e ao bullying, assere que os casos são raríssimos, atribuindo
isso a um tratamento individualizado na educação: "Foram cinco
casos de violência no ano, mas para eles é um absurdo, não deveria acontecer.
Eles sempre têm um plano para cada tipo de aluno, não é uma única forma para a
classe inteira. No final, todos alcançam o mesmo objetivo".
Luciana recebe o equivalente a R$6500,00 por mês.
Além do salário, há cursos de aperfeiçoamento sem custo, descontos em diversos
estabelecimentos com o uso do "cartão professor", seguro viagem,
entre outros.
O que tais informações
podem trazer para aclarar problemas típicos do Brasil e de suas escolas, como o
bullying, o racismo, as gangues, as drogas, o défice de aprendizado,
analfabetismo funcional, desrespeito, desmoralização, evasão escolar e
professoral, entre outros?
Fonte: Folha politica-Lígia Ferreira é
analista de sócio-mecanismos.
Com informações de G1, Estadão e Dilton Coutinho.,

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