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terça-feira, dezembro 06, 2016

IMPASSE NO PROUPE: GOVERNO DE PERNAMBUCO REJEITA DIÁLOGO COM AUTARQUIAS.


Treze presidentes das Autarquias Municipais de Ensino Superior, instaladas em Pernambuco, estiverem nesta terça-feira (6), na capital do Estado, Recife, para participarem de mais uma rodada de conversas sobre o atraso nos repasses do Programa Universidade para Todos em Pernambuco – PROUPE.


Os presidentes, através da Assiespe, também tentaram se reunir com representantes do governo estadual, mas não foram atendido. “Mais uma vez chegamos ao final do ano e a grande incerteza é quando e como cumpriremos com as nossas obrigações com os pagamentos dos salários de novembro e dezembro e o 13° dos servidores públicos e os prestadores de serviços, com as obrigações sociais”, comentou a professora Ana Gleide Souza Leal, presidente da Autarquia de Belém do São Francisco.
Também estavam representadas as autarquias de Petrolina, Afogados da Ingazeira, Arararipina, Arcoverde, Belém do São Francisco, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Garanhus, Goiana, Limoeiro, Palmares, Salgueiro e Serra Talhada. Segundo o presidente da Associação das Instituições de Ensino Superior do Estado de Pernambuco (ASSIESPE), Rinaldo Remígo, os atrasos nos pagamentos já somam um valor de R$ 4 milhões e acarretam acúmulos de despesas com folha de pagamento e manutenção básica das instituições de ensino.

O PROUPE é um recurso, destinado a Autarquias Municipais, que oportuniza através de bolsas de estudo o ingresso de pessoas de baixa renda nas instituições de ensino superior. Desde 2015 a oferta de bolsas caiu cerca de 50% e hoje o número de beneficiados chega a 7 mil estudantes, esse número era de mais de 14 mil.

Para Simão Rosembaum, presidente da Autarquia de Goiana, o Governo do Estado tem virado as costas para as Autarquias Educacionais. Ele conta que as Instituiçoes não recebem os repasses desde setembro e que os salários de funcionários contratados e cargos comissionados estão atrasados.
As tentativas de se reunir com o Governo do Estado, para sanar o impasse, se arrastam pelos últimos seis meses, conta o presidente da ASSIESPE.


Rinaldo Remígio destaca ainda o empenho que os presidentes estão oferecendo para regularizar os pagamentos. “O que nos entristece é que estamos vindo de todas as regiões do Estado. Somos professores que representam mais de 20 mil alunos e não fomos atendidos porque estavam no horário de almoço”, lamenta Remígio.

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