
A sinalização de que a
bancada de oposição marcharia com Ângelo Coronel (PSD) na Assembleia
Legislativa do Estado da Bahia (AL-BA) (veja aqui) pegou o atual presidente e
candidato à reeleição Marcelo Nilo (PSL) no contrapé. Durante o almoço de apoio
a própria candidatura, na última quinta-feira (26), Nilo dava como certo que
parte da bancada da minoria estaria com ele (veja aqui), independente da
evolução das discussões sobre a candidatura de Coronel ou de Luiz Augusto (PP).
Foi uma jogada arriscada do candidato à reeleição, já que até a fragilidade da
base aliada do governador Rui Costa (PT) é interessante para o projeto político
que figura do lado oposto ao petista. Além do que, a ruptura em torno do
binômio Nilo x Coronel, pode gerar um ruído difícil de contornar na relação
entre o PSD, de Otto Alencar, e um dos principais articuladores pró-governo, o
próprio Nilo. Esse talvez seja o principal argumento para convencer deputados
de oposição a votarem em um candidato que pode pôr fim à Era Nilo na Assembleia.
Após cinco mandatos, é natural que haja um desgaste da figura do presidente,
que atuou não apenas como dirigente do legislativo, mas também como líder do
governo, implacavelmente votando a favor das matérias encaminhadas por Jaques
Wagner e Rui Costa. Confirmada uma eventual derrota do atual gestor da AL-BA, o
passivo pode reduzir o poder de negociação do próprio Nilo em 2018, quando ele
almejava um espaço maior na chapa da reeleição de Rui. A disputa na AL-BA ainda
não acabou. O próprio Coronel, que tem trabalhado de forma intensa nos
bastidores e na imprensa, ainda não foi confirmado oficialmente como o nome da
disputa. Segundo uma pessoa próxima à articulação, apesar de quase definida, a
decisão só deve ser divulgada às vésperas do pleito – uma estratégia para
evitar eventuais ataques do presidente do PSL aos parlamentares do partido que
não ficar com a vaga. O rascunho da eleição, que nas últimas três eleições foi
amplamente favorável a Nilo, começou a ter contornos diferentes do planejamento
do então imbatível presidente. Até a votação, nesta quarta (1º), tudo pode
acontecer. Inclusive, nada.
Bahia Noticias
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