quinta-feira, setembro 12, 2013

HOJE 12 DE SETEMBRO CHORROCHÓ COMPLETA 59 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLITICA, CONHEÇA A HISTORIA "VERDADEIRA" DE CHORROCHO


        

 CHORROCHÓ

Município brasileiro do estado da Bahia localizado em pleno sertão  nordestino.

° HISTÓRICO (Resumo)
Até 1650 o  município de Chorrochó era habitado por índios da nação “procás” localizada no “sertão dos Rodelas”. Esta região ficava na capitania de Pernambuco até 1725, quando o Rio São Francisco passou a ser a fronteira entre as províncias da Bahia e Pernambuco.
A cidade teve a sua origem de uma fazenda pertencente aos condôminos Capitão Francisco Alves de Carvalho, José de Sá Araújo e Antonio de Sá Araújo que moravam em Pernambuco.
Era uma fazenda muito próspera com extensas várzeas e campos apropriados para a criação de caprinos e bovinos.

No ano de 1842, os missionários que por aqui passaram encontraram oito casebres de “taipa”, cobertos de palha cujos moradores agregados e escravos da família Pires de Carvalho, exploravam a criação de caprinos e bovinos, cultivavam o solo com agricultura de subsistência e trabalhavam na indumentária de vaqueiro e outros produtos de couro.

Com o passar dos anos a fazenda foi se desdobrando em lotes menores vendidos ou passados por herança aos descendentes dos proprietários.
Esta fazenda se estendia pelas duas margens do riacho Grande e casa da fazenda ficava na margem direita do riacho. Depois é que atravessaram as águas e construíram as primeiras casas dando origem ao povoado Xorroxó.

O nome é de origem indígena. Os índios rodeleiros que habitavam os sertões baianos ficavam impressionados com a impetuosidade das águas barrentas do Riacho Grande e ficavam repetindo o barulho das águas rolando nas pedras. O nome é de origem tupi, corrupção de choró = impetuoso, que repetido forma o superlativo  mais ou muito impetuoso. O nome original era escrito com X – Xorrochó, depois mudou a grafia para Chorrochó.

Uma neta de José de Sá Araújo, Ana Clara do Amor Divino, herdeira da fazenda, casou-se com o imigrante sergipano José Joaquim Pacheco de Sousa Menezes, vieram morar na fazenda e tornaram-se fundadores de Chorrochó.
Ana Clara era neta, pelo lado materno, do procurador da Casa da Torre, Jerônimo Pires de Carvalho.

Em 1877, Chorrochó já possuía uma movimentada feira semanal, mas o seu desenvolvimento se desencadeou com a chegada de Antonio Conselheiro que construiu a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, concluída em 1885.


° EVOLUÇÃO POLÍTICA.

  - A elevação do reduto a categoria de Vila, provém do ato de 20 de setembro de 1891.
 - Elevado a Distrito Policial a 6 de dezembro de 1906 pelo decreto nº. 429.
 - Primeira Emancipação Política a 22 de agosto de 1919 pela Lei nº. 1.371, através  de Francisco Pacheco de Menezes.
- Emancipação Política Definitiva em 12 de setembro de 1954 através da Lei nº. 510, graças à luta de Dorotheu Pacheco de Menezes, na época, vereador na Câmara Municipal de Curaçá representando o distrito de Chorrochó.
- O primeiro Gestor foi Elói Pacheco de Menezes e o primeiro prefeito eleito pelo povo, Aureliano da Costa Andrade.
 -  Em 21 de Outubro de 1967 foi instalada a Comarca de Chorrochó, na gestão do então prefeito Dorotheu Pacheco de Menezes.

º TURISMO.

   Chorrochó tem como atrativo turístico a bela Igreja do Senhor do Bonfim, construída por Antonio Conselheiro, a praia de Jatubarana no Rio São Francisco, a fazenda Fabrício tombada como Patrimônio Histórico e as apresentações folclóricas: Rodas de São Gonçalo, aqui introduzida por Felipe Néri, Quadrilhas juninas, Reisados e Pastoris.

°ECONOMIA.

O clima semi-árido do território  provoca grande instabilidade na vida financeira das famílias do sertão baiano.O mercado caracteriza-se por monopólios tradicionais de compra e venda de mercadorias que mantém os agricultores em permanente endividamento e subordinação aos agentes econômicos que controlam  as principais organizações locais e que geram um amplo circuito financeiro informal, principalmente os comerciantes.
A economia baseia-se na criação de caprinos e na agricultura de subsistência que sempre foi a base da superação que marcava as relações entre o sertanejo e a natureza.
A atividade industrial baseia-se na produção artesanal. Resume-se na refinação do mel de abelhas, aproveitamento da cana-de-açúcar para a produção da raspadura e a mandioca para a fabricação da farinha.
Atualmente foi implantada uma fábrica de doces no povoado de São José para o aproveitamento das frutas regionais.
Vale ressaltar a fabricação de tijolos. Tudo feito de forma artesanal, como era antigamente.
É importante destacar como principal fonte de emprego os serviços públicos do Estado e da Prefeitura Municipal, além do comércio, destacando-se bares, mercadinhos e lanchonetes
  

° PRINCIPAIS EVENTOS:
 - Festa do Padroeiro Senhor do Bonfim: Janeiro
 - Festas Juninas: Junho
 - Festa do Vaqueiro: Julho.
 - Aniversário da Cidade: Setembro
 - Festas  de Formatura: Dezembro.

° ANIVERSÁRIO: 12 de Setembro

° GENTÍLICO:         Chorrochoense.

° VARIAÇÃO TOPONÍMICA: Xorroxó.

° HINO DE CHORROCHÓ
 
 Letra: Francisco Afonso de Menezes
 Melodia: Uberlan Miranda
 
 Na terra Conselheira outrora
 Construiu grande templo com amor
 Para que este povo sofrido
 Elevasse preces com fervor.

 Chorrochó és amada e querida
 Por teus filhos que cantam a glória
 Dos vultos que aqui passaram
 E marcaram seu nome na história.

 Ao redor da majestosa Igreja
 Aventureiros vieram habitar
 Compondo os teus com certeza
 Que tua história estão a cantar.

 O teu nome os índios formaram
 Da água do Riacho impetuosa
 Que forte vai para o rio                                                      

 Com os sonhos da terra saudosa.
                                                                                              

 Longe que um teu filho esteja
 Não esquece a vida em teu seio
 Uma bela fase da história
 Que não se desfaz não há meio.


 Caatingas ralas e o sol escaldante
 Estão presentes no teu viver
 As secas que te acontecem
 Não nos fazem esmorecer.

 Senhor do Bonfim e da vida
 Caminho da história verdadeira
 A cidade há de sempre triunfar
 Proclamando vitórias altaneiras.




° BANDEIRA DE CHORROCHÓ.

    

 ° ESCUDO DE CHORROCHÓ.





“O escudo, centralizado pela nossa Igreja, marco zero da nossa fé cristã. De um lado um Mandacaru representando a nossa caatinga, do outro um pé de algodão que foi nossa base econômica por muito tempo. Sobre a Igreja o símbolo da Casa da Torre, dominadora de toda esta região.”





















° GEOGRAFIA.

Área: __________________   2.647,887 km²
População: _____________ 10.952 hab. (2006) Atualizar.
Densidade Demográfica: __  4.0 hab/km²
Altitude: ________________  518 m
Latitude: ________________  8’ 59’  S
Longitude: ______________   39° 06’  W
Temperatura média anual: __ 25° C
Clima: ___________________ Semi-árido.
Vegetação: Caatinga e Tabuleiro.

                                                                                      
       
LIMITES.
 
Norte: Estado de Pernambuco e Abaré.
Sul:     Uauá e Canudos.
Leste: Rodelas e Macururé.
Oeste: Curaçá.

 POVOADOS: Barra do Tarrachil
                         São José
                         Caraíbas
                         Várzea da Ema.


 DISTÂNCIA DA CAPITAL: 500 km.

 RODOVIAS DE ACESSO: BR 116



 ACIDENTES GEOGRÁFICOS.

- Rio São Francisco
- Riacho Grande
- Riacho da Várzea
- Serra dos Cágados. Onde nasce o Rio Macururé (Riacho Grande).




° PRIMEIRAS CASAS DE CHORROCHÓ





Toda cidade tem uma história, que se inicia com a sua fundação e evolui através do tempo. Há muitas formas de contála. Ela está presente na cultura de seu povo, nos ciclos de seu desenvolvimento econômico e social, nas obras ilustres, e também nas edificações, memória visual da evolução urbana.
Cada geração dá uma interpretação diferente ao passado e dele extrai novas idéias. Se não tomarmos alguma providência um dos patrimônios históricos mais importantes de Chorrochó vai deixar de Existir: A casas da Rua de Baixo.
Enquanto historiadores de outros lugares se interessam pelo nosso patrimônio, a ponto de pesquisar o porquê dos detalhes arquitetônicos dessas casas, nós filhos da terra, nada fazemos para conservá-los.
O patrimônio Histórico Arquitetônico de Chorrochó não é muito em termos materiais, mas é rico em valor histórico.
O único patrimônio histórico tombado pelo Estado é a Fazenda Fabrício. A Igreja, as casas da Rua de Baixo e o Cruzeiro não são tombadas nem como Patrimônio Histórico Municipal. Se não tomarmos alguma providência estes patrimônios serão conhecidos apenas por fotografia.
O Patrimônio é a nossa herança do passado, com que vivemos hoje, e que passamos às gerações futuras.

   
      *   O Primeiro Professor: Evaristo Cardoso Varjão.
·        O Primeiro Vereador pelo Distrito: Dorotheu Pacheco.
·        O primeiro Rádio foi o de Antonio Pacheco, a noite o povo se reunia para ouvir as notícias da Hora do Brasil.
·        A primeira Vitrola : Joviniano Cordeiro de Menezes
·        Primeiro Carro foi de Antonio Pacheco, uma Fubica ano 1929.
·        A primeira Radiola Elétrica foi a de Dorotheu Pacheco, os principais cantores eram Teixeirinha e  Vicente Celestino.
·        O Primeiro Prefeito: Aureliano da Costa Andrade.
·        A primeira Televisão foi de Laudemiro Batista Veras.

            Fonte: professora e historiadora, Neusa Maria Rios Menezes.

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