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sexta-feira, maio 23, 2014

BOMBA-PETISTA REUNIU-SE COM FACÇÃO CRIMINOSA EM COOPERATIVA DE ÔNIBUS, DIZ POLÍCIA

O deputado estadual Luiz Moura (PT) participou de uma reunião, em março deste ano, em que estavam presentes ao menos 13 integrantes da facção criminosa PCC, segundo informações obtidas pela Folha com a cúpula da polícia.


Entre eles estava um dos criminosos acusados de participar do furto do Banco Central, no Ceará, em 2005, quando foram levados R$ 164,8 milhões, além de um procurado da Justiça por roubos a bancos.

A reunião ocorreu na sede da Transcooper, zona leste na capital, em que, em tese, estariam sendo discutido temas de interesse dos cooperados.

Porém, segundo investigação da Polícia Civil, desses suspeitos de ligação com PCC, 11 não tinham ônibus ou qualquer ligação com a cooperativa que justificasse a presença deles ao local.

A operação policial na sede dessa cooperativa foi revelada na tarde de quarta-feira (15) durante entrevista do subsecretário de Comunicação do governo Alckmin, Márcio Aith, ao programa de José Luiz Datena, na TV Band.

O subsecretário rebatia críticas feitas do secretário municipal de Transporte, Jilmar Tatto, ao trabalho da polícia durante a greve dos motorista de ônibus que terminou na quinta-feira (16).

Tatto disse haver "passividade" da PM ao tratar com os protestos do setor.

Aith, sem citar nomes ou partidos do deputado, citou a operação policial e cobrou de Tatto explicações sobre a participação de um aliado dele nesse reunião –o deputado petista Luiz Moura.

O deputado petista, ligado à Transcooper, foi um dos aliados na administração Marta

A Polícia Civil foi até a sede da cooperativa durante investigação dos ataques a ônibus no início do ano, quando mais de 70 veículos tinha sido incendidos durante protestos em várias partes da capital.
Os policiais acreditam que a facção criminosa esteja por trás de parte dos ataques.

Moura foi procurado ontem, mas quis dar entrevista sobre o encontro. Por meio de sua assessoria, disse que esteve na sede da cooperativa para tratar de assuntos de interesses da categoria. O assunto para ele está encerrado, segundo sua assessoria. 


ASSALTO
O deputado foi eleito pelo PT em 2010 com mais de 100 mil votos. No início da década de 1990, ele foi preso e condenado por assalto a mão armada no Paraná.

Chegou a ficar preso por um ano e meio, mas conseguiu fugir. Ele ficou foragido por cerca de dez anos.

As condenações de Moura no Paraná foram reveladas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" no ano passado.

Em 2006, o deputado conseguiu da Justiça sua reabilitação (quando suas dívidas com a lei passavam a ser consideradas quitadas) e, no mesmo ano, filiou-se ao PT.

De assaltante de supermercados, Moura conseguiu construir um patrimônio de R$ 5 milhões, segundo declarou à Justiça Eleitoral em 2010.

Entre os bens mais valiosos estavam uma empresa de ônibus e postos de gasolina.

Já em 2012, ao disputar à Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, Moura declarou ter bens em torno de R$ 1 milhão.


23/05/2014 02h00
ROGÉRIO PAGNAN
GUSTAVO URIBE
DE SÃO PAULO
Fonte: Folha de São Paulo

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